terça-feira, 18 de setembro de 2018

Dia do Frevo: Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade

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A riqueza melódica, a criatividade, a originalidade e os passos vibrantes do frevo surgiram nas ruas de Recife e Olinda e ganharam o mundo. O dia 14 de setembro é dedicado a essa dança, que, de tão popular, extrapolou o carnaval de Recife e Olinda, que atraem centenas de milhares de turistas todos os anos, e consolidou fama internacional. Em 2012, o frevo foi reconhecido pela Unesco como patrimônio cultural da humanidade.

“A força musical, coreográfica e poética do frevo são um produto cultural mundial e isso reforça ainda mais os traços culturais do turismo no Brasil. Somos o oitavo país do mundo, segundo o Fórum Econômico Mundial, em atrativos culturais. O ritmo pernambucano reafirma essa nossa vocação para o turismo cultural e ajuda a explicar porque a musicalidade brasileira já conquistou o mundo como expressão cultural”, destaca o secretário nacional de Qualificação e Promoção do Turismo do Ministério do Turismo, Bob Santos.

Um passeio pelo Paço do Frevo, sobrado transformado em museu no Centro Histórico de Recife, leva o visitante a interagir com a história da dança, documentada e registrada na memória coletiva do pernambucano. Nos diversos espaços do casarão, o turista se depara com a influência do frevo na vida social e cultural de Recife e Olinda, na forma de organização e participação popular na festa e no cotidiano das pessoas. A mescla com gêneros diversos, além da inventividade e capacidade de criar dos músicos e compositores, engrandeceram e legitimaram as múltiplas faces da reconhecida melodia. Ainda hoje, o repertório eclético das bandas de música é composto por estilos musicais variados, sob o predomínio de três modalidades: frevo de rua, frevo de bloco e frevo-canção.

O frevo teve origem no carnaval do final do século XIX em um momento de transição e efervescência social, como expressão popular de ocupação dos espaços públicos pelas classes operárias e os escravos libertos. Os passos do frevo surgiram da rivalidade entre as bandas militares e nas lutas de capoeira que foram se configurando, simultaneamente, numa dança frenética, improvisada na rua, liberta e vigorosa. Criada e recriada pelos passistas, a dança de jogo de braços e de pernas é atribuída à ginga dos capoeiristas, que assumiam a defesa de bandas e blocos, ao mesmo tempo em que criavam a coreografia.

PATRIMÔNIO IMATERIALO frevo está entre as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas que, juntamente com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados pelas comunidades, grupos e, em alguns casos, indivíduos, reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural. De acordo com a Unesco, o patrimônio cultural imaterial é transmitido entre as gerações e constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, da interação com a natureza e da história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, o que contribui para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.

CARIMBÓ - Desde a terça-feira (11) até o próximo dia 16, o Brasil celebra outro patrimônio cultural: o carimbó do Pará. Belém, Marapanim, Alter do Chão (Santarém), São Paulo e Rio de Janeiro estão entre os destinos turísticos que incluíram o carimbó na agenda cultural da semana para fortalecer os mestres e grupos de carimbó. Há alvoradas, cortejos, rodas de carimbó, shows e mostra musical de carimbó programadas em vários municípios paraenses.

(Fonte: site do Ministério do Turismo)

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Atrações noturnas movimentam parques nacionais

Luau nos Lençóis Maranhenses, Boqueirão da Serra da Capivara iluminado e pernoite nas Sete Quedas, na Chapa dos Veadeiros, estão entre as opções para os visitantes


13.09.2018 parques Mauricio Pokemon2


Diversão e aventura não têm hora nos parques nacionais brasileiros, mas os passeios noturnos começam a ganhar a curiosidade do visitante. É o caso da Travessia das Sete Quedas, uma das atrações mais disputadas do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso (GO), patrimônio natural da Unesco. A trilha de 23km recebe até 750 visitantes por dia, mas o número de vagas da noite é limitado a 20 participantes. A exclusividade do passeio foi um dos atrativos para atrair o bancário Reinaldo Palmeira, que elegeu o destino e fez a reserva antecipada do acampamento para passar o feriadão da pátria com 14 amigos de Brasília.

Cada visitante leva sua barraca e comida suficiente para a travessia. No acampamento rústico, além de lanterna, é permitido o uso de fogareiro, já que é proibido fazer fogueira. A caminhada, que é realizada apenas entre junho e novembro - durante o período de seca no Cerrado, quando o nível do rio baixa -, pode ser intercalada com até dois pernoites no interior do parque. Para o grupo de Reinaldo, foram dois dias de caminhadas e, durante duas noites, eles tiveram o privilégio de dormir e acordar ouvindo o som das águas na sequência de quedas. Além dos banhos refrescantes e do cenário formado por cachoeiras e paredões de pedras, à noite os turistas ganharam um céu estrelado e riscado de estrelas cadentes.

Outros parques nacionais também oferecem opções noturnas para os visitantes. O Luau nas Dunas, no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, em Santo Amaro (MA), é um atrativo diferenciado oferecido para quem visita o parque à noite. A imensidão de dunas intercaladas por lagoas fica ainda mais prateada sob a lua. Outra forma de apreciar os lençóis à noite é fazendo a travessia do parque a pé. A aventura dura entre três e cinco dias com pernoites nos oásis localizados no meio das dunas. Os moradores das comunidades que ficam no interior dos Lençóis Maranhenses recebem os visitantes com abrigo e comida caseira. O chefe da unidade de conservação, Adriano Damato, adverte que, é proibido entrar com bebidas alcoólicas na área natural protegida.

Quem visita o Parque Nacional da Serra da Capivara, outro patrimônio da humanidade, encontra centenas de sítios arqueológicos em São Raimundo Nonato (PI). Vale a pena reservar pelo menos um fim de semana para conhecer alguns dos atrativos principais e aprender sobre a existência de animais gigantes e a presença do homem pré-histórico na caatinga. Todo ano, na última semana de julho, o sítio arqueológico da Pedra Furada, símbolo do parque, é cenário da Ópera Serra da Capivar, um festival realizado à noite. Outra atração imperdível é a visita noturna ao Boqueirão. O paredão, repleto de pinturas pré-históricas, fica iluminado durante o passeio. O sítio arqueológico é um dos atrativos do parque que estão acessíveis para cadeirantes e demais visitantes com mobilidade reduzida.

(Fonte: site do Ministério do Turismo)

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Pirarucu: sustentabilidade, economia e conservação

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O pirarucu (Arapaima gigas) é o maior peixe com escamas de água doce do mundo, podendo atingir dois metros de comprimento e 200 kg de peso. Com todo esse porte, é de se esperar que o pirarucu seja um produto amazônico inquestionável, de enorme relevância cultural, social e econômica para a região.

Porém, este gigante quase correu o risco de extinção. Isso fez com que o animal tivesse sua pesca proibida em alguns estados da Amazônia, como por exemplo no Amazonas. A proibição teve como primeiro objetivo preservar e aumentar os estoques pesqueiros da espécie. No entanto, sua grande importância para a economia amazônica não faz com que apenas a proibição seja o suficiente para sua conservação.

Neste dia 5 de setembro, Dia da Amazônia, o maior peixe habitante de seus rios tem motivos de sobra para comemorar. Atualmente o pirarucu voltou a viver nos rios e lagos da região amazônica e uma parcela deste resultado vem da atividade de manejo comunitário do pirarucu realizado pelas populações tradicionais.

A primeira iniciativa de manejo comunitário do pirarucu ocorreu em 1999, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Hoje em dia o método desenvolvido pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá/IDSM já é bastante difundido, sendo praticado em diversas áreas específicas da Amazônia brasileira.

Entre agosto de 2017 e maio de 2018, a Coordenação de Produção e Uso Sustentável/COPROD/CGPT/DISAT, no âmbito da cooperação técnica com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e com o Serviço florestal Americano/USFS, e juntamente com as instituições parceiras OPAN e CSF, realizou um diagnóstico do manejo participativo do pirarucu em 34 áreas de manejo autorizadas pelo Ibama , sendo UCs federais, estaduais, municipais, terras indígenas e áreas com acordos de pesca vigentes. O estudo, que contemplou cerca de 80% dos locais autorizados a realizar o manejo do peixe, constatou o aumento dos estoques pesqueiros da espécie. Entre 2012 e 2016 a estimativa é de que o crescimento acumulado foi de 99%, com crescimento médio de 19% por ano.

A referida cooperação técnica, formalizada no projeto “Parceria para a Conservação da Biodiversidade na Amazônia’, tem oportunizado intervenções práticas e as iniciativas ganharam em estruturação, com resultados já sendo otimizados. “O projeto nos proporciona oferta de insumos, apoio técnico e jurídico, capacitação gerencial e outras medidas que fortalecem a associação e as comunidades e nos garantem intervenções mais robustas em alguns elos na cadeia”, esclarece o coordenador da COPROD, João da Mata. A iniciativa, com coordenação da COPROD/CGPT e USFS e apoio financeiro da USAID, identifica e define áreas estratégicas e promovem a articulação necessária junto às associações comunitárias para implementação das ações num ambiente de total parceria.

Fortalecimento comunitário

Um dos resultados mais visíveis do manejo comunitário foi o fortalecimento da cadeia produtiva do pirarucu, com benefícios para as comunidades extrativistas. O diagnóstico aponta um incremento médio de R$1.765 de renda bruta por família, o que significa mais de 7 milhões de renda bruta gerada para as comunidades e suas organizações. E o valor tende a subir ainda mais. “Estamos trabalhando na capacitação dos comunitários nas áreas de educação financeira, gestão de negócios e noções de custo de produção para que eles possam melhorar as condições de negociação”, conta da Mata. Segundo o coordenador, a ideia é aproximar ainda mais o produtor do consumidor, diminuindo assim a necessidade de intermediários. “Com isso, o produtor e suas entidades representativas podem negociar o pirarucu por um preço melhor”, arremata.

Outra medida para aumentar ainda mais o valor do pirarucu para as comunidades é apostar no beneficiamento do peixe e na diversificação de vendas de outros produtos provenientes do pirarucu, como escamas, língua e pele. “Sabemos que são subprodutos com boa aceitação no mercado e bastante visados para as indústrias farmacêutica, cosmética e têxtil”, conta da Mata.

Todas essas ações repercutem diretamente na expansão do mercado do pirarucu. “Conseguimos aumentar as prospecções de mercado apresentando uma gama de possibilidades: a compra direta pelo poder público, mercados diferenciados em outras regiões como o Sudeste e o Sul e até mesmo o mercado exterior”, afirma da Mata.

Manejo comunitário como fator de conservação

O diagnóstico também identifica um dado muito importante. O manejo ajuda também na consecução de outros objetivos das unidades de conservação, como a conservação da biodiversidade.

“A atividade do manejo e a presença dos comunitários inibe a presença de infratores pois eles mesmos atuam na vigilância dos lagos e também estreita as relações com o gestor das unidades, visto que eles denunciam quem está indo lá para praticar ilícitos ambientais”, destaca João da Mata. Em todas as áreas pesquisadas há a presença de vigilância comunitária, envolvendo 1725 pessoas. Atualmente há sete unidades de conservação federais beneficiadas pelo Projeto: são as Reservas Extrativistas de Médio Juruá; Auati-Paraná; Rio Jutaí; Baixo-Juruá; Médio Purus, Ituxi e Unini.

Além disso, a proteção dos lagos de manejo também contribui para a proteção de outras espécies, como outros peixes de alto valor comercial (Ex: tambaqui), jacarés e quelônios

A cadeia do pirarucu

O pirarucu tem uma das carnes mais apreciadas do país, especialmente no Norte do país, onde é parte de uma gama de pratos típicos combinados a outros produtos amazônicos, como castanha e o tucupi.

O manejo comunitário é uma prática de uso sustentável que traz ótimos resultados para a população local que necessita desse peixe para sobrevivência. Primeiramente, é realizado um zoneamento dos lagos que leva em consideração o ciclo hidrológico e o impacto antrópico nestes cursos d’água. A seguir, são classificados em até três grupos: os lagos intangíveis são zonas onde não é permitido nenhuma atividade humana já que são destinados à reprodução e à manutenção de população viável; os lagos de consumo familiar e os lagos para manejo comercial propriamente ditos.


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Nos lagos destinados ao manejo, os comunitários aplicam a metodologia ISC (desenvolvida pelo Instituto Mamirauá) que consiste num inventário do pirarucu contando os indivíduos quando eles sobem à superfície para respirar. O IBAMA é responsável por emitir as autorizações de manejo baseado no inventário apresentado e determina as cotas (até 30% do inventário) e onde os comunitários podem pescar.

Os manejadores vendem a produção para agentes intermediários “atravessadores”, comumente na forma de “charutos” (peixe vendido inteiro eviscerado e resfriado), sem beneficiamento. O pirarucu é comercializado em feiras livres ou vendido então para beneficiadores que convertem o peixe em diferentes cortes, que abastecem o mercado conforme suas exigências, seja o interno (estados vizinhos, do Sudeste e Sul do Brasil), até o externo em países como Alemanha, Estados Unidos, México, Itália, Chile e Japão.

(Fonte: site do ICMBio)




terça-feira, 4 de setembro de 2018

Ufopa lança livro sobre comunidades em unidades de conservação no Pará

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No dia 13 de setembro de 2018, professores e alunos de graduação do curso de Gestão Pública e Desenvolvimento Regional da Ufopa lançam na Feira do Livro do Baixo Amazonas a publicação “Floresta Nacional do Tapajós: território, economia, gestão e manejo de recursos naturais na Amazônia”. Aberto ao público, o lançamento ocorrerá às 20h30, no estande da Prefeitura Municipal de Santarém, no Espaço Pérola do Tapajós. A Flona é gerida pelo Insituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Organizado pelo professor Márcio Júnior Benassuly Barros, da Ufopa, o livro é resultado do projeto de pesquisa “Políticas Públicas e Dinâmicas Territoriais: O caso da Flona Tapajós, Belterra – PA”, executado no período de 2015 a 2017 na Ufopa, que contou com a participação de alunos voluntários do curso de Gestão Pública e Desenvolvimento Regional da Ufopa. Constituída por nove capítulos, a obra está dividade em três partes que abordam estudos realizados nas comunidades de São Domingos, Maguari e Jamaraquá.

O livro tem como co-autores os discentes do curso de Gestão Pública e Desenvolvimento Regional: Andressa da Silva Paz, Rafael Stanley do Carmo Henriques, Erick Rodrigo Porto Pinho, Ellen Christina Santos Maia, Sandra Karolline de Melo Batista Pontes, Giuliana Gonçalves Pereira da Silva e Aline Raissa Mota da Silva. O prefácio da obra é do diretor do Instituto Cultural Boanerges Sena e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós (IHGTap), Cristovam Sena.

Segundo o professor Márcio Banassuly, os resultados do projeto de pesquisa subsidiaram a elaboração de cinco Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), além de três artigos apresentados em eventos nacionais e internacionais e dois artigos inéditos escritos para esta publicação. Fizeram parte do projeto 12 estudantes voluntários do curso de Gestão Pública e Desenvolvimento Regional da Ufopa, dos quais cinco figuram como autores de capítulos.

“O lançamento do livro é um grande sonho realizado, pois estamos devolvendo para a sociedade o resultado das pesquisas sistematizadas durante dois anos e que mostram, fundamentalmente, que manter a floresta em pé pode sim ser lucrativo para o Estado e para as populações tradicionais usuárias de territórios na Amazônia”, afirma Banassuly.

Durante o lançamento, exemplares do livro serão doados para os parceiros do projeto, como instituições federais, estaduais, municipais, comunidades pesquisadas, entre outros.

Acesse o e-book da obra aqui

Sobre o organizador da obra: Márcio Benassuly é geógrafo formado pela Universidade Federal do Pará (UFPA), com doutorado em Geografia pela Universidade de Brasília (UnB). É professor e pesquisador da Ufopa e líder do Grupo de Pesquisa Políticas Públicas e Dinâmicas Territoriais na Amazônia (GPDAM), registrado no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e certificado pela Ufopa.

Serviço: Lançamento do livro “Floresta Nacional do Tapajós: Território, economia, gestão e manejo de recursos naturais na Amazônia”
Data: 13 de setembro de 2018 
Horário: 20h30 
Local: Feira do Livro do Baixo Amazonas, estande da Prefeitura Municipal de Santarém, no Espaço Pérola do Tapajós. 

(Fonte: site do ICMBio)

Ceará vive novo boom na economia do turismo

04.09.2018 praiadofuturo jadequeiroz
A conquista de um centro de conexões internacionais no Nordeste, em operação desde maio deste ano, marca o início de uma nova fase no turismo cearense e transforma Fortaleza em um dos principais portões de chegada de estrangeiros ao Brasil. Em um ano, o número de voos internacionais já confirmados vai triplicar. Enquanto em 2017 eram 14 frequências semanais chegando de 8 origens, até abril de 2019 serão 48 ligações por semana, trazendo turistas de 14 cidades da América, Europa e África.


O aumento no número de turistas estrangeiros está estimado entre 60 e 70 mil por ano. O incremento projetado para dois anos deve ser de cerca de 150 mil turistas de outras nacionalidades, metade do fluxo internacional atual, segundo a Secretaria de Turismo do Ceará (Setur-CE). Para distribuir os passageiros dos novos voos dentro do Brasil, o estado passará a ter 40 voos nacionais diários da Latam e outros 40 da GOL até o fim deste ano. O número passará ao total de 50 voos para cada companhia até o fim de 2019.

Na avaliação do ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, a conectividade aérea é fundamental para descentralizar o fluxo interno de passageiros que chegam ao Brasil. “A parceria de companhias aéreas nacionais e estrangeiras, via Fortaleza, facilita a chegada de turistas nos diversos destinos de todo o País, encurtando o tempo de viagem e atraindo visitantes também para as outras regiões. O turismo brasileiro se desenvolve, ainda mais, com a geração de empregos e renda para a população”, destacou Lummertz.

A primeira temporada de férias após o início das operações do hub da Air France/KLM/GOL e dos novos voos da Latam já mostra bons resultados para o turismo cearense. Cerca de 440 mil turistas desembarcaram no Ceará, em julho, número 10,9% maior que o registrado no mesmo período de 2017, quando o Estado recebeu 396 mil visitantes de outros estados do Brasil. A receita direta foi de aproximadamente R$ 1 bilhão, representando um crescimento de 14% em comparação a julho de 2017. Os dados são da Setur-CE.

Já o fluxo internacional no Aeroporto Pinto Martins, na capital, cresceu 60% em julho deste ano. Foram 42 mil visitantes, 15,8 mil passageiros a mais que em julho de 2017, o maior índice já registrado desde o início da série histórica medida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) desde o ano 2000.

“Os números estão muito bons e refletem nosso trabalho ao longo dos últimos anos, ampliando não só o número de voos internacionais, como também a oferta de voos nacionais. Isso impacta diretamente o setor e a economia do Estado”, destaca o secretário de Turismo do Ceará, Arialdo Pinho.

04.09.2018 lagoaparaiso jeri jadequeirozJERICOACOARAO destino localizado no extremo oeste do litoral cearense é um exemplo do impacto positivo da conectividade aérea para o turismo. Desde o início das operações do aeroporto regional, no entorno do Parque Nacional de Jericoacoara, há um ano, o fluxo de turistas aumentou 28,46%. Foram 704.954 visitantes até o meio do ano, contra 548.764 no mesmo período de 2017. A servidora pública brasiliense Lívia Lopes planeja para este mês a oitava viagem à “Jeri”, dessa vez pousando diretamente no aeroporto local. As anteriores foram via Fortaleza, com uma longa viagem de carro até o destino final. “Gosto do clima de vilarejo, que ainda preserva as ruas de areia, mas tem boas pousadas, excelentes restaurantes e opções de esportes. Até a lagoa nas dunas tem nome de paraíso”, conta, justificando sua paixão pela praia.

Jericoacoara conta, atualmente, com 6.411 leitos, um incremento de 12,22% sobre os 5.715 do ano passado. A permanência média dos turistas também cresceu – passou de 2,5 dias para 2,7 dias, 8% a mais. E a receita com o turismo local evoluiu de R$ 208,5 milhões, em 2017, para R$ 296,1 milhões este ano, 41,98% a mais. Os dados da Setur-CE abrangem o fluxo doméstico e de turistas estrangeiros.

(Fonte: site do Ministério do Turismo)

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Mato Grosso do Sul é líder nacional em hospitalidade

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A hospitalidade sul-mato-grossense foi a mais bem avaliada do país por turistas estrangeiros que visitaram o Brasil em 2017. O estado que tem o Pantanal como principal atrativo foi eleito o melhor, neste quesito, com aprovação de 99,8% dos visitantes internacionais. O índice é o mais alto entre os 17 estados pesquisados pelo Ministério do Turismo. Os turistas consultados no MS eram, em sua maioria, paraguaios, bolivianos e argentinos.

Em todo o país, os percentuais de avaliação positiva da hospitalidade nos estados pesquisados ficaram acima de 95,7%, confirmando a boa fama de hospitaleiro do povo brasileiro. Depois do Mato Grosso do Sul, as melhores avaliações ficaram com os estados da Região Sul: Santa Catarina (99,2%), Rio Grande do Sul (98,9%) e Paraná (98,5%). São Paulo e Rio Grande do Norte vieram na sequência, empatados com 98,4%.

“A pesquisa confirma nossa avaliação de que o nosso povo é um dos principais ativos do turismo brasileiro. No geral, a infraestrutura e os serviços de turismo são muito bem avaliados pelos estrangeiros que nos visitam”, avalia o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz.

No resultado geral, a hospitalidade foi o item com melhor avaliação do turista internacional entre os 19 quesitos de infraestrutura e serviços pesquisados pelo MTur. Os outros são, nesta ordem: alojamentos (96,4%), gastronomia (95,7%), restaurantes (95,5%) e aeroportos (92%), seguidos de diversão noturna (91,4%) e guias de turismo (91,2%).

RECEPTIVO - O Brasil recebeu cerca de 6,6 milhões de turistas internacionais em 2017, número recorde da série histórica. Os principais países emissores são Argentina, Estados Unidos, Chile, Paraguai, Uruguai, França e Alemanha, e o destinos mais visitados a lazer são Rio de Janeiro, Florianópolis, Foz do Iguaçu e São Paulo. Para o Estudo da Demanda Turística Internacional, foram entrevistados 35,5 mil estrangeiros em 15 aeroportos internacionais e 10 fronteiras terrestres.


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(Fonte: site do Ministério do Turismo)

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Concessão de parques vai estimular o turismo


28.08.2018 parques cicloturismo


Localizado a 43 quilômetros de Porto Seguro (BA), o Parque do Pau Brasil deverá se firmar como novo atrativo turístico da região. Isso graças ao edital, publicado no Diário Oficial da União, que prevê a concessão de serviços de apoio à visitação, ao turismo ecológico, à interpretação ambiental e à recreação em contato com a natureza. A ideia é melhorar a infraestrutura da unidade de conservação para que possa receber cada vez mais turistas e visitantes.

Apesar de o Brasil ser considerado o número um do mundo em atrativos naturais segundo o Fórum Econômico Mundial, apenas 16,3% dos visitantes internacionais que estiveram no País a lazer em 2017 tiveram como motivação as atividades de natureza ou ecoturismo. As concessões de alguns serviços dentro das unidades de conservação têm como objetivo estimular o turismo aliado à melhoria da conservação e infraestrutura das unidades por meio dos recursos privados.

No caso da unidade Pau Brasil, a concessão será destinada aos seguintes serviços obrigatórios: cobrança de ingressos; transporte interno, estacionamento de veículos na Sede e na Jaqueira; lanchonetes na Sede e na Jaqueira; loja de conveniência na Sede; espaço do ciclista; centro de visitantes, espaço de campismo, tirolesa e passarelas suspensas, com ônus para o concessionário de adequação das estruturas físicas necessárias.

“Ainda estamos muito aquém do nosso potencial no que diz respeito ao turismo. Enquanto recebemos 10 milhões de visitantes em nossas unidades de conservação no último ano, os parques nacionais americanos receberam 307 milhões, o que mostra que ainda precisamos avançar no ecoturismo e turismo de natureza. Sem dúvida a concessão de serviços essenciais nessas unidades irá contribuir para um grande salto de qualidade no receptivo. Ao melhorar as condições para a visitação estaremos estimulando a economia e gerando emprego e renda nas comunidades que ficam ao redor dessas unidades”, explicou o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz.

O prazo previsto para a concessão é de 20 anos, com valor de outorga de R$ 6 milhões e R$ 7,2 milhões de investimentos estimados. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que completa 11 anos nesta terça-feira (28), já prepara editais para a concessão de outros seis parques nacionais. São eles: Chapada dos Veadeiros (GO), dos Lençóis Maranhenses (MA), do Itatiaia (RJ), do Caparaó (MG), de Jericoacoara (CE) e da Serra da Bodoquena (MS).

SOBRE O PARQUE - Com 190 quilômetros quadrados, a unidade foi aberta à visitação há pouco mais de um ano e meio. Entre as atividades disponíveis para o visitante estão: roteiros para grupos de observação de aves, mirantes e roteiros para caminhadas e pedaladas. O turista tem seis trilhas de trekking à disposição.

No local é possível admirar uma raridade nos dias de hoje: árvores de Pau Brasil, espécie que dá o nome ao parque. A unidade de conservação abriga, ainda, a nascente do Rio da Barra, que também já foi chamado de Brasil pelos primeiros portugueses – uma referência cartográfica aos desbravadores europeus na nova colônia.

(Fonte: site do Ministério do Turismo)

Voluntariado e turismo: a experiência de quem tirou férias para fazer o bem

28.08.2018 dia do voluntario


A chance de fazer a diferença na vida de alguém não tira férias. Sempre que um turista bota o pé na estrada, tem tempo livre para abraçar uma causa e fazer o bem no destino de sua viagem. É o caso da engenheira de produção Roberta Cardoso, paraense de 29 anos, que há dois anos viajou sozinha para conhecer a praia de Pipa (RN) e incluiu no roteiro uma visita a uma creche-abrigo local. O trabalho voluntário foi sugerido pela equipe do hostel onde ela havia se hospedado com turistas estrangeiros.

A experiência não teve por objetivo qualquer tipo de permuta ou serviço grátis, somente “dar e receber amor”, como ela descreve. “Foi uma experiência incrível que marcou muito minhas férias. Além de fazer turismo e me encantar com Pipa, ver o brilho nos olhos daquelas crianças fez tudo valer ainda mais”, destacou.

Turistas interessados em trabalhos voluntários durante as férias podem participar de projetos sociais em diversos destinos do Brasil. Além de Pipa (RN), a paradisíaca praia de Itacaré (BA) também está entre os destinos que mais recebem visitantes com o desejo de ajudar moradores, na maioria das vezes com realidades muito diferentes do turista. Há atividades recreativas, de educação ambiental e até aulas de surf como forma de inclusão social. Já em Itacoatiara, que fica próxima a Manaus, foi fundada uma escolinha formada apenas por viajantes que querem ajudar as crianças da comunidade ensinando inglês, matemática, pintura, espanhol, música, jogos, esportes, entre outros.

Comunidades de destinos ribeirinhos como dos Lençóis Maranhenses (MA) e do Rio Tapajós (PA) também recebem os turistas que viajam em expedições para fazer o bem. Algumas agências de intercâmbio social e ONGs inclusive oferecem pacotes prontos para a experiência. É o caso da A Íris Social, com atuação em Brasília, que organizou a 3ª Expedição Amazônia, de 16 a 22 de setembro. Com todas as vagas já preenchidas para atividades turísticas e voluntárias na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, em Santarém, a missão do grupo nos arredores de Alter do Chão será concluir um viveiro para 150 mil mudas de árvores nativas da Amazônia. “Essa é uma oportunidade de conhecer realmente como vivem as pessoas na maior floresta tropical do mundo e, ao mesmo tempo, contribuir para o desenvolvimento local através do turismo voluntário”, disse Natália Teichmann, coordenadora da agência.

De acordo com Cirstiano Borges, coordenador geral de Produtos Turísticos do Ministério do Turismo, o chamado “volunturismo” tem por característica a realização de pequenas ações de grande valor humanitário – como dedicar um tempo a brincar com crianças, conversar com idosos, cuidar de animais abandonados e preservar o meio ambiente. "É uma forma diferente de interagir com o destino, participando da vida da comunidade e proporcionando uma experiência de imersão cultural e social que uma viagem turística convencional pode não alcançar. As pessoas estão em busca disso", diz.

Foi assim que surgiu a startup Sister Wave, criada pela designer brasiliense Jussara Pellicano, que tem 30 anos e uma grande bagagem de voluntariado em viagens. Depois de uma experiência em atividades agroecológicas em fazendas de produção orgânica no sul da França e na Colômbia, ela viu de perto a amplitude do conceito de sustentabilidade e trouxe para o Brasil uma “onda amiga” para ajudar outras mulheres que viajam desacompanhadas a encontrar apoio, como hospedagem e dicas de programas nos destinos. “Essa rede de viajantes femininas nos encoraja a viajarmos sozinhas apoiadas por outras mulheres”, explica a designer.

Há, ainda, organizações sem fins lucrativos que trabalham com missões específicas e aceitam turistas mediante seleção, de acordo com as aptidões do voluntário e objetivo do programa. Alguns programas oferecem alimentação e hospedagem em alojamento compartilhado ou casa de família.

(Fonte: site do Ministério do Turismo)

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Comida de rua é uma das atrações do 10º Festival de Cultura e Gastronomia de Gramado





Dezessete estações com a gastronomia local estão confirmadas na programação de comida de rua do 10º Festival de Cultura e Gastronomia de Gramado que acontece de 6 a 16 de setembro. Instaladas na Rua Pedro Benetti, Praça Major Nicoletti e na famosa Rua Coberta, tradicional ponto turístico da cidade serrana, as estações são ocupadas por restaurantes de Gramado e oferecem pratos criados exclusivamente para o evento inspirados na gastronomia do Uruguai, país convidado desta edição. Entre as opções estão pizza, hambúrgueres, pancho, risotos, massas, espetinho, sobremesas e outras delícias. Em porções individuais, todos os pratos salgados têm custo único de R$ 25 e as sobremesas custam R$ 15 cada.

Para acompanhar os pratos, as cervejarias da região White Fly, Edelbrau, Farol, Rasen, Gram Bier, Traum Bier e Ambarina apresentam seus melhores rótulos ao lado de vinícolas convidadas do Uruguai. Os vinhos serão servidos na tradicional taça do evento assinada pela grife Strauss. Os chopes e as taças de vinho têm valor a partir de R$ 10.

Além da comida de rua no centro de Gramado, o festival inclui ainda programação cultural, oficinas, workshops, competições gastronômicas e os tradicionais festins com jantares harmonizados preparados por chefs convidados do Uruguai.


(Fonte: site Jornal de Turismo)

Rotas turísticas ganham destaque nas redes sociais do Mtur

21.08.2018 montagem ajustada


Transpantaneira, Rio-Santos, das Falésias, das Emoções, do Rio do Rastro, Real, Romântica e 174. Listados assim, nem parece que esses títulos carregam dezenas de experiências singulares e paisagens incríveis do Brasil. Basta colocar a palavra "Rota” antes de cada nome e teremos oito possibilidades de encontrar toda a riqueza da natureza brasileira distribuída em percursos turísticos das cinco macrorregiões.

Para mostrar um pouco mais do que as rotas turísticas brasileiras têm a oferecer, as redes sociais do Ministério do Turismo começam nesta terça-feira (21) uma série de publicações sobre os caminhos, estradas e atrativos que compõem esses oito circuitos. Os internautas vão conhecer como e porque elas formam, de Norte a Sul, um mundo de opções para quem quer colocar o pé na estrada de uma maneira diferente pelo Brasil.

Serão oito posts destacando atrativos da Rota Transpantaneira, que atravessa o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul; da Rota Rio-Santos, que percorre o litoral fluminense até chegar ao paulista; da Rota das Falésias, que sai de Fortaleza (CE) e vai até a Ponta do Mangue (RN); da Rota das Emoções, que integra cenários belíssimos como os Lençóis Maranhenses e Jericoacoara; da Estrada Real, com sua história centenária que passa por 87 cidades; da Rota Romântica, que explora o charme do Sul do país; e da Rota 174, com mais de 1 mil km entre o Amazonas e Roraima.

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(Fonte: site do Ministério do Turismo)