terça-feira, 22 de outubro de 2019

Ministério do Turismo investe em obras na Rota das Emoções


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A conhecida Rota das Emoções, que engloba 14 cidades do Maranhão, Piauí e Ceará, é um dos destinos mais procurados pelos amantes do surf, windsurfe e kitesurf. Além disso, é destino certo para aqueles que procuram calmaria e cenários paradisíacos. O roteiro, percorrido pela costa destes três estados nordestinos, inclui passagens por áreas de proteção ambiental, como o Parque Nacional de Jericoacoara, no litoral oeste cearense; o Delta do Parnaíba, entre Piauí e Maranhão, e o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Com uma mistura de cultura, belezas naturais e história, além da alta gastronomia, a Rota encanta turistas que procuram a região, uma das mais famosas do país.

Para estruturar o destino, o Ministério do Turismo preparou um Plano de Ação para o Desenvolvimento Turístico da Rota das Emoções. As ações previstas por este planejamento terão início no estado do Maranhão. A revitalização do Porto de Tutoia (MA) é uma das intervenções previstas na estratégia. O local é a principal porta de entrada para o delta do Rio Parnaíba e ponto estratégico da Rota, pois permite a ligação turística fluvial entre o Maranhão e o Piauí. Além da revitalização do porto, o Plano inclui medidas de fortalecimento do ecoturismo, preservação do meio ambiente e segurança turística.

Em setembro deste ano, técnicos do Ministério do Turismo estiveram em algumas localidades da Rota das Emoções para ouvir demandas, entender a realidade local e desenvolver um plano de ação para o desenvolvimento turístico. Foram quase três dias de reuniões com gestores estaduais, municipais e representantes do trade para colher informações que possibilitem gerar ações do governo federal a fim de desfazer gargalos e estimular o potencial turístico da rota.

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, destaca a importância de promoção e estruturação de roteiros turísticos para fomentar as vocações regionais. “Já começamos uma nova era no turismo brasileiro. Vamos visitar cada local, conhecer a realidade e as adversidades destas regiões, para que, junto com os governos municipais e estaduais e os empresários do setor, possamos desenvolver o potencial turístico das principais regiões do país, como a Rota das Emoções”, adiantou.

O servidor público Juracy Soares, turista apaixonado pelo destino, vê com entusiasmo o investimento da Pasta no local. Segundo ele, a ação trará turistas do mundo todo e movimentará a economia desses municípios. “Entendo que a iniciativa do Ministério do Turismo vai ajudar, também, atividades esportivas como é o caso do kitesurf, pois atrai muitos turistas de vários locais para o Nordeste”, apostou.

Para ele, o turismo vai ser um forte aliado para movimentar a economia na região. “Essa faixa do litoral brasileiro é detentora dos principais points para a prática do kitesurf no mundo. Os esportes náuticos na Rota das Emoções, especialmente o kitesurf, potencializam a geração de emprego e renda para a comunidade que habita essa região”, comenta Juracy.

Pelo documento, idealizado a partir de demandas de gestores estaduais, municipais e representantes da Rota das Emoções, o Ministério do Turismo também irá finalizar obras no aeroporto de Barreirinhas. Além disso, viabilizará a construção, com custo estimado em R$ 8 milhões, de uma ponte com 180 metros de extensão para a Travessia do rio Preguiças. Sem a ponte, os turistas enfrentam longas filas para a travessia de barcos e balsas.

INVESTE TURISMO

Os cinco municípios maranhenses da Rotas das Emoções e São Luís, que é um dos portais de entrada do roteiro, estão entre os 56 municípios do Nordeste que serão contemplados pelo programa Investe Turismo, desenvolvido conjuntamente pelo Ministério do Turismo, Sebrae e Embratur e que investirá cerca de R$ 200 milhões nas cidades selecionadas para o programa em todo o país. Para o Maranhão, estão destinados R$ 2,3 milhões. 

A iniciativa vai levar um pacote de ações de investimentos, incentivos a novos negócios, acesso ao crédito, marketing, inovação e melhoria de serviços voltados para 26 regiões turísticas dos nove estados nordestinos. A meta é unir setor público e iniciativa privada para preparar e promover a competitividade de dez rotas turísticas estratégicas de toda a macrorregião.

(Fonte: site do Ministério do Turismo)

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Congresso latino-americano debate áreas protegidas

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O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) participam, durante a próxima semana, em Lima, no Peru, do III Congresso de Áreas Protegidas da América Latina e Caribe (Caplac), que tem como tema “Soluções para o bem-estar e o desenvolvimento sustentável”.

Considerado um dos mais importantes eventos do mundo sobre gestão de áreas protegidas, o congresso começa na segunda-feira (14) e segue até a quinta-feira (17), reunindo governos, organismos multilaterais, iniciativa privada e personalidades da área ambiental dos vários países latino-americanos e caribenhos.

A programação prevê uma série de atividades, como palestras, sessões técnicas, painéis, rodas de conversas, fóruns, reuniões e eventos paralelos. Além das discussões, haverá entrega de diferentes prêmios e reconhecimentos a pessoas e instituições que atuam em defesa da natureza.

PROJETOS

Durante o congresso, o diretor de Áreas Protegidas do MMA, Ricardo Castelli, dará palestra sobre o Projeto Áreas Protegidas Locais que, além do Brasil, tem como coparticipantes Colômbia, Equador e Peru. Apoiado financeiramente pelo Ministério do Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear (BMU) da Alemanha, o projeto busca contribuir para a estruturação das unidades de conservação municipais.

Castelli participará ainda de reunião do Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia, implementado pelo Banco Mundial, que inclui os países amazônicos Brasil, Colômbia e Peru. O objetivo é promover a sustentabilidade do sistema de áreas protegidas da região. Tanto esse projeto como o de Áreas Protegidas Locais são coordenados pela Secretaria de Biodiversidade do MMA e têm produzido bons resultados.

Já o ICMBio organizará duas mesas-redondas durante o congresso. Uma sobre Aspectos Ecológicos, Sociais e Econômicos da Visitação em Unidades de Conservação e outra sobre Parceria para Conservação na Amazônia, esta última em conjunto com a Usaid (Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional) e USFS (Serviço Florestal dos Estados Unidos).

O Instituto será representado pelo diretor de Criação e Manejo de Unidades de Conservação, Marcos de Castro Simanovic, e pelo coordenador de Planejamento, Estruturação da Visitação e do Ecoturismo, Thiago Beraldo. Além de expor a experiência brasileira, eles vão coordenar os debates nas duas mesas-redondas.

SAIBA MAIS

O III Congresso de Áreas Protegidas da América Latina e Caribe – cujas edições anteriores ocorreram em Santa Marta, Colômbia, em 1997, e em Bariloche, Argentina, em 2007 – visa fortalecer a contribuição das áreas protegidas para a concretização dos compromissos internacionais de conservação da natureza, o bem-estar das pessoas e o desenvolvimento sustentável.

Espaço para a troca de experiências e debates sobre políticas públicas, o congresso é uma iniciativa da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), por meio de sua Comissão Mundial de Áreas Protegidas (CMAP), que reúne diferentes países para fortalecer suas capacidades a fim de promover áreas protegidas como soluções baseadas na natureza.

Segundo os organizadores, o Caplac oferece a oportunidade para autoridades governamentais, organizações multilaterais, líderes de comunidades locais, tradicionais e indígenas, bem como do setor privado, apresentarem propostas à Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), da ONU, antes da revisão das Metas de Aichi, em 2020.

Ainda de acordo com os organizadores, o congresso também tem interesse em compartilhar seus debates e suas conclusões nos eventos globais da IUCN. Nesse sentido, deve incorporar o Compromisso de Sydney (resultante do Congresso Mundial de Parques de 2014) e assumir uma posição regional para o próximo Congresso Mundial de Conservação, em 2020.

(Fonte: site do ICMBio)

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

MECA realiza o primeiro festival de Ano Novo no Instituto Inhotim




O evento mais desejado pelo público da plataforma virou realidade. O MECA anuncia a realização inédita do MECANewYear @ Inhotim, festival de Ano Novo nos jardins do Instituto Inhotim, maior museu a céu aberto do mundo. O MECANewYear @ Inhotim acontece de 28 a 31 de dezembro, com ceia e open bar na noite de Réveillon, além de shows, DJ sets nacionais e internacionais, e imersão em cultura e arte. A pré-venda de passaportes promocionais e limitados já está aberta no site www.mecanewyear.com para clientes digio com 20% de desconto. A venda geral abre dia 9 de outubro.

Na contramão dos tradicionais eventos de réveillon realizados em regiões litorâneas, a plataforma surpreende mais uma vez e convida o público para celebrar a virada entre as montanhas mineiras e galerias de arte de um dos maiores museus a céu aberto do mundo. Sucesso de público há cinco anos em Minas Gerais, o festival de Ano Novo segue um formato similar ao MECAInhotim e incrementa novidades seguindo o espírito da virada de ano.

A programação que começa com a abertura do museu pela manhã será marcada por uma intensa programação musical dia e noite. Entre as atividades previstas estão DJ sets na icônica obra "Piscina", do artista argentino Jorge Macchi, vivências e rituais de passagem, além de shows e DJ sets na tradicional "Magic Square" de Hélio Oiticica nos dias 28 e 29 de dezembro.

O dia 30 de dezembro será livre, destinado ao turismo local entre as montanhas e cachoeiras de Brumadinho. Durante a noite acontecerá uma programação musical em um local surpresa, com ingresso cobrado à parte. Já a grande noite da virada de ano para 2020 acontece no Instituto Inhotim, das 20h às 6h, com shows e DJ sets nacionais e internacionais, ceia com o melhor da gastronomia mineira e open bar incluso no valor do ingresso.

Além do novo festival MECANewYear@Inhotim, será divulgado em breve um grande evento beneficente dedicado à cidade de Brumadinho (MG), o MECABrumadinho.

(Fonte: site Jornal de Turismo)

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Projeto Tamar pretende chegar a 40 milhões de tartarugas protegidas

A cada mil tartarugas soltas na natureza apenas uma ou duas sobrevivem


Na próxima temporada de desova das tartarugas marinhas, o projeto Tamar deve alcançar a marca de 40 milhões de animais protegidos.
“Podemos dizer que a tartaruga de número 40 milhões já existe e navega em uma viagem transcontinental rumo às praias brasileiras. Mas é importante lembrar que, a cada mil tartarugas que nascem, apenas uma ou duas sobrevivem. Ainda há muito a fazer para livrar esses animais da ameaça de extinção”, diz o fundador do Projeto Tamar, Guy Marcovaldi.

Os animais têm ciclo de vida longo e levam de 20 a 30 anos para se reproduzir. A cada temporada, de acordo com o projeto, cerca de dois milhões de filhotes nascem nas praias brasileiras monitoradas pelo Tamar, que trabalha também na proteção de tartarugas jovens e adultas resgatadas de captura incidental na pesca. Acidentes com redes e anzóis, plásticos e o trânsito de veículos nas praias são fatores de risco para os animais.

Sobre o Tamar em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o projeto Tamar contribui para a recuperação de quatro espécies de tartarugas marinhas: tartaruga-oliva, tartaruga-de-pente, tartaruga-cabeçuda e tartaruga-de-couro. O trabalho do Tamar garante também a estabilidade da tartaruga-verde em Fernando de Noronha (PE) e Trindade (ES). A missão do projeto inclui é a pesquisa, a conservação e o manejo das cinco espécies, todas ameaçadas de extinção.

As ações do projeto se estendem por cerca de 1,1 mil quilômetros de praias, em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso das tartarugas, no litoral e ilhas oceânicas dos estados da Bahia, de Sergipe, de Pernambuco, do Rio Grande do Norte, do Ceará, do Espírito Santo, do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Santa Catarina.

O Tamar é membro da Rede de Projetos de Biodiversidade Marinha (Rede Biomar), grupo composto também pelos projetos Albatroz, Baleia Jubarte, Coral Vivo e Golfinho Rotador, todos patrocinados por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

(Fonte: site Panrotas)

Parque Nacional dos Lençóis realiza seminário de pesquisa


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O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, administrado pelo ICMBio, promove seu I Seminário de Pesquisa nos dias 21 e 22 de novembro no Instituto Federal do Maranhão (IFMA) campus Barreirinhas. O tema central é “Integração entre conhecimentos acadêmicos e saberes tradicionais como estratégia de conservação da Sociobiodiversidade”.

O prazo para submissão de resumos de trabalhos a serem apresentados no seminário foi prorrogado até 15 de outubro. Serão aceitos trabalhos realizados no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses e Adjacências. Não há limites de número de autores para o resumo. Os trabalhos devem ser enquadrados nas seguintes áreas temáticas: Biologia da Conservação; Comunicação e mobilização da sociedade; Políticas públicas para conservação; Natureza, educação, economia, saúde e bem-estar. Veja mais informações e faça sua inscrição aqui. 

O objetivo do seminário é fomentar a integração entre conhecimentos acadêmicos e saberes tradicionais como aporte de conhecimento para elaboração de Instrumentos de gestão do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses e contará com a participação de pesquisadores, comunitários, conselheiros, acadêmicos e servidores do ICMBio. O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses conta com o apoio do CNPT e do IFMA campus Barreirinhas para realização do evento.

(Fonte: site ICMBio)

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Pesquisadores descobrem sítio arqueológico em UC

A expedição na Floresta Nacional de Tefé envolveu mais de 40 pessoas durante um mês de trabalho e encontrou uma grande quantidade vestígios arqueológicos de pelo menos 5 ocupações humanas diferentes no local

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Uma expedição arqueológica à comunidade Bom Jesus da Ponta da Castanha, na Floresta Nacional de Tefé, no Amazonas, encontrou indícios de que o local pode ter sido habitado por muitas pessoas no passado. Região do Médio Solimões, no estado do Amazonas, pode ter sido densamente povoada antes da chegada dos europeus. A Flona é uma unidade de conservação sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A expedição envolveu mais de 40 pessoas durante um mês de trabalho e encontrou uma grande quantidade vestígios arqueológicos de pelo menos 5 ocupações humanas diferentes no local. Algumas delas, como as cerâmicas da tradição Pocó podem ser datadas de até 3.000 anos atrás. As diferentes tradições são conjuntos de vestígios em cerâmica, como vasos e urnas funerárias, com padrões como decorações e adornos similares e que estão relacionadas a períodos específicos. O complexo arqueológico é marcado pela presença de um vasto castanhal que, segundo moradores locais, apesar de se estender por quilômetros, não se prolonga por mais de 500 metros na mata em relação à praia.

O padrão não natural na dispersão dessas castanheiras é mais um indício de que a área abrigou uma grande quantidade de pessoas que, provavelmente, já manejavam essa e outras espécies vegetais há centenas ou milhares de anos. Outra evidência é a presença de terra preta – solo extremamente fértil associado a ocupações humanas de longa duração em um mesmo local.

Além do material cerâmico, foram coletados carvões de sementes e material lenhoso, que permitirão uma maior compreensão das datas associadas às diferentes ocupações encontradas no local e de como elas se relacionavam com a paisagem. Rafael Lopes, pesquisador associado do Grupo de Pesquisa em Arqueologia e Gestão do Patrimônio Cultural da Amazônia do Instituto Mamirauá, organização social fomentada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, conta que o impressionante do sítio foi a diversidade do contexto arqueológico. "Foi um mês de trabalho e se conheceu apenas 1% do sítio". conta.

A Tradição Policroma da Amazônia

A louça descrita pelo padre espanhol assemelha-se à produção cerâmica que conhecemos hoje como Tradição Policroma da Amazônia (TPA), caracterizada por suas decorações acanaladas e pelo uso de tintas marrom, vermelha e preta sobre engobo branco. Acredita-se que esse tipo de produção cerâmica, de datações que vão do século 6 até a chegada dos europeus, fosse comum na Amazônia na época do contato dos colonizadores com as populações indígenas. A maior parte do material encontrado na Ponta da Castanha foi associado a essa tradição.

O complexo arqueológico pode conter informações importantes sobre as pessoas que moldavam seus artefatos com esse padrão estético. Segundo o pesquisador, a TPA pode ser encontrada em sítios arqueológicos associada a outras produções cerâmicas em datações que vão até o século 12, a partir do qual, apenas o material da TPA é encontrado. Para ele, isso pode estar associado a uma transformação histórica que acontece por toda a Amazônia e que transforma também a escolha dos lugares onde se ocuparia. Acredito que há um crescimento muito maior das ocupações associadas à beira do rio Solimões, enquanto anteriormente os grandes sítios estão associados a lagos.
A partir do século 12 pode ter ocorrido essa transformação que levou as pessoas a abandonarem esses sítios ou reocuparem eles de outras formas. O pesquisador explica que pode ser pensado um padrão como é o de hoje com a cidade de Tefé, onde as grandes cidades do rio Solimões ficam na beira desse rio, enquanto nos lagos encontra-se comunidades. São comunidades grandes, mas que comparadas às cidades, são muito pequenas.

De acordo com Rafael, as estimativas mais concretas apontam que cerca de 10 milhões de pessoas viviam na Amazônia no momento da chegada dos europeus. Ele afirma que só chegamos a uma quantidade de pessoas parecida com a que existia em 1499 no final do século 20 na região.

A Tradição Policroma da Amazônia tem ampla dispersão, especialmente no oeste amazônico, o que pode indicar conexões entre grupos muito distantes, redes de troca de longa distância. Segundo ele, essas pessoas estão se encontrando e comunicando histórias parecidas, identidades relacionadas e essa marcação específica que é a cerâmica policroma. Sabe-se que essa dispersão aconteceu rapidamente a partir do século 10 e pode estar associada ao processo de expansão dos povos de língua tupi.

Trabalho de campo

Além do GP em Arqueologia, o trabalho de campo envolveu pesquisadores do Grupo de Pesquisa em Ecologia Florestal do Instituto Mamirauá, que realizaram um inventário florístico do local procurando entender como o manejo humano pode ter influenciado na paisagem local.

Os pesquisadores contaram também com o apoio dos moradores da comunidade Bom Jesus da Ponta da Castanha que, além de trabalharam nas escavações, emprestaram suas casas e o centro comunitário para abrigar os cientistas. Para o presidente da comunidade, Jucelino Oliveira da Costa, foi uma surpresa encontrar tanto material arqueológico na Ponta da Castanha. Também participaram da expedição pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de Sergipe (UFS) e a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).

Eduardo Neves, arqueólogo do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, considera que o sítio tem grande potencial para o estudo das diferentes ocupações que ocorreram nessa região da Amazônia. Não só pela parte da arqueologia, mas essa perspectiva de integração entre a arqueologia e a história da paisagem.

Acesse aqui o vídeo contando sobre o trabalho

(Fonte: site ICMBio)

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Lançado o edital do Prêmio Nacional do Turismo 2019

Seleção, promovida pelo MTur e o CNT, reconhece iniciativas e profissionais que reforçam o desenvolvimento do setor. Inscrições podem ser feitas até 17 de outubro



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O Ministério do Turismo publicou nesta segunda-feira (02.09) os editais do Prêmio Nacional do Turismo 2019, que tem como objetivo identificar, reconhecer e premiar iniciativas de destaque do turismo e profissionais que tenham inovado ou trabalhado de forma proativa para o desenvolvimento do turismo no país. Promovida em parceria com o Conselho Nacional de Turismo (CNT), a premiação, de caráter simbólico, será concedida na forma de troféus. As inscrições seguem até 17 de outubro. Clique aqui para fazer a inscrição.


Iniciativas de Destaque

Gestores públicos, privados e representantes da sociedade civil que atuam no setor turístico terão chance de expor ações de vanguarda e conquistar reconhecimento. Serão 11 categorias premiadas: Fortalecimento da Gestão Integrada e Descentralizada do Turismo; Gestão de Dados e Monitoramento no Turismo; Sensibilização, Qualificação, Certificação e Formalização no Turismo; Aproveitamento do Patrimônio Cultural para o Turismo; Aproveitamento do Patrimônio Natural para o Turismo; Turismo de Base Local; Produção Associada ao Turismo; Turismo Social; Tecnologia no Turismo; Marketing e Comercialização do Turismo; Melhoria do Ambiente de Negócios e Atração De Investimentos

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, observa que o Prêmio busca reforçar o engajamento por avanços. “Vivemos um momento único no turismo, com uma série de medidas do governo Bolsonaro que estão dinamizando o aproveitamento do nosso potencial. Isso exige crescente inovação, a fim de garantir boas experiências aos turistas que cada vez mais nos escolhem como destino. O objetivo é não apenas reconhecer ações, mas apontá-las como grandes exemplos a serem seguidos”, frisa.

Podem participar da seleção entidades públicas; instituições do Sistema S, como Sebrae, Senac e Sesi; entidades da sociedade civil organizada; pessoas jurídicas; representantes de grupos coletivos e empreendimentos turísticos. As iniciativas elegíveis devem cumprir os seguintes requisitos: serem aplicáveis especificamente no setor de turismo, apresentar resultados mensurados e efetivos que impactaram o turista e o desenvolvimento do ramo nos últimos 24 meses e não terem sido premiadas anteriormente.

As propostas serão submetidas a uma comissão julgadora, composta por representantes do MTur, do CNT e especialistas nas categorias. O resultado preliminar da etapa de habilitação dos projetos vai ser divulgado em 30 de outubro e o resultado preliminar dos finalistas, dia 21 de novembro. As publicações estarão no site do Ministério do Turismo (www.turismo.gov.br), e o anúncio dos vencedores do Prêmio (primeiro, segundo e terceiro colocados) ocorrerá durante uma cerimônia marcada para o dia 5 de dezembro deste ano, em Belo Horizonte (MG).

Profissionais

O Prêmio Nacional do Turismo também vai condecorar, com medalhas e certificados, profissionais inovadores ou que tenham trabalhado pelo desenvolvimento do setor nos últimos 24 meses. Neste caso, a seleção é a aberta somente a pessoas físicas, nas categorias Academia, Governo (Dirigentes e Técnicos), Empreendedores de Médio e Grande Porte, Micro e Pequenos Empreendedores, Organizações Não Governamentais, Mídias Sociais e Imprensa.

São passíveis de reconhecimento agentes públicos, parlamentares, professores, pesquisadores, cientistas, empresários, profissionais do terceiro setor, jornalistas, blogueiros e influenciadores digitais. A inscrição pode ser feita pelos próprios profissionais ou terceiros, desde que haja confirmação quanto à ciência do indicado, por meio do site www.turismo.gov.br. Os finalistas passarão por uma votação popular, realizada pela internet. A votação popular ficará disponível no sítio do Ministério do Turismo (www.turismo.gov.br) no período de 14 de novembro de 2019 até o dia 1º de dezembro de 2019.

Acervo

Em dezembro do ano passado, o 1º Prêmio Nacional do Turismo, entregue durante uma cerimônia realizada na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, consagrou sete iniciativas que contribuíram para o fortalecimento do mercado de viagens, entre 208 projetos habilitados. Também foram reconhecidos cinco profissionais com atuação destacada na área, que disputaram a votação popular com outros 24 finalistas, num total de 44,2 mil avaliações. Confira aqui a relação de agraciados:

Iniciativas vencedoras 2018:


Profissionais de destaque 2018


Publicação MTur



(Fonte: site do Ministério do Turismo)

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

ICMBio apresenta 40 trabalhos sobre fogo no Wildfire

A sétima edição da Conferência Internacional sobre Incêndios Florestais (Wildfire) acontecerá em Campo Grande (MS) de 28 de outubro a 1 de novembro. É a primeira vez que a conferência acontece no Brasil.

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O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) apresentará 40 trabalhos durante a sétima edição da Conferência Internacional sobre Incêndios Florestais (Wildfire), que acontecerá em Campo Grande (MS), de 28 de outubro a 1 de novembro. O material é fruto do trabalho desenvolvido ao longo dos anos do ICMBio, que tem usado o fogo como técnica de prevenção aos incêndios florestais nas unidades de conservação. É a primeira vez que a conferência acontece no Brasil, e o tema da sétima edição será “Frente a frente com o fogo em um mundo em mudanças: redução da vulnerabilidade das populações e dos ecossistemas por meio do Manejo Integrado do Fogo”. O evento reunirá profissionais de todas as nacionalidades, com o objetivo de trocar conhecimentos ligados ao manejo do fogo e ao controle de incêndios florestais. As incrições para participar da Conferência continuam abertas, acesse aqui.

Os trabalhos são de servidores, terceirizados e de colaboradores do ICMBio. Como é o caso do trabalho da analista ambiental da APA (Área de Proteção Ambiental) da Serra da Mantiqueira Selma Ribeiro denominado: Brigadas Voluntárias na Serra da Mantiqueira. Segundo ela, a Serra da Mantiqueira possui muitas unidades de conservação de diferentes categorias que formam o Mosaico da Mantiqueira. Porém, grande parte do território é composto por propriedades particulares que se encontram dentro da APA da Serra da Mantiqueira. Assim, como forma de ampliar a participação social, inclusive em ações de prevenção e combate a incêndios florestais, vem sendo capacitadas brigadas voluntárias para a prevenção e combate aos incêndios florestais através do programa de voluntariado do ICMBio executado pela APA da Serra da Mantiqueira e o Parque Nacional do Itatiaia.

Atualmente encontram-se capacitados e devidamente equipados 89 brigadistas, distribuídos pelos municípios de Aiuruoca, Cruzeiro, Delfim Moreira, Itamonte, Itatiaia, Marmelópolis e Resende, nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, abrangendo as bacias dos rios Grande e Paraíba do Sul. Para Selma, o esforço institucional tem se mostrado bastante efetivo, criando uma rede de comunicação e diminuindo distancias e as dificuldades de acesso, já que os voluntários locais conhecem melhor que ninguém a realidade de campo, e têm contribuído sobremaneira com a conservação das diversas unidades de conservação.

Foto BVMauá


A equipe do Parque Nacional do Itatiaia apresentará cinco trabalhos: Ocorrência e recorrência de incêndios florestais no Parque Nacional do Itatiaia entre 2008 e 2016; Uso de VANT para o mapeamento pós-queima prescrita no Parque Nacional do Itatiaia; Intensidade do fogo em uma queima prescrita no Parque Nacional do Itatiaia; Depois do fogo há vida: impacto de uma queima sobre a fauna de campo de altitude do Parque Nacional do Itatiaia e Uma Proposta de Manejo Integrado do Fogo para o Parque Nacional do Itatiaia.

O analista ambiental do Parna do Itatiaia Marcelo Souza apresentará o trabalho: “Uma Proposta de Manejo Integrado do Fogo para o Parque Nacional do Itatiaia”. Segundo ele, diante da recorrência de incêndios florestais e do cenário de vulnerabilidade dos campos de altitude às mudanças climáticas, o Parque está desenvolvendo um projeto multidisciplinar com o apoio de diversas instituições de ensino e de pesquisa. O projeto tem como um dos objetivos acumular conhecimento sobre o papel ecológico do fogo com a geração de subsídios para a tomada de decisões na gestão de unidades de conservação que protejam este tipo de ecossistema, através do monitoramento dos efeitos do fogo sobre alvos de conservação definidos. O Plano de Manejo Integrado do Fogo é de 2017, sempre utilizando a pesquisa para monitorar as ações de manejo. O Itatiaia foi o primeiro parque nacional criado no Brasil em 1937, possuindo um longo histórico sobre o fogo.

Já Camila Souza Silva, da coordenação de Prevenção e Combate de Incêndios do ICMBio, estará apresentando o trabalho “Manejo Integrado do Fogo: tendências e resultados preliminares em Unidades de Conservação Federais”. Segundo ela, esse trabalho evidencia brevemente caminhos vantajosos da nova abordagem para enfrentar o fogo, seja pela maior integração entre conhecimentos técnico-científicos e tradicionais ou pela proteção de vegetação e espécies alvos.

Curso Brigadista Fogo Parna Veadeiros 2017 Tatagiba 26

Cooperação internacional

O ICMBio é um dos organizadores do Wildfire. A Conferência promove cooperação internacional e ajuda humanitária, consolidando a Estratégia Global para gerenciamento de incêndios e manejo do fogo. O evento também abre espaço para que empresas, instituições de pesquisa e especialistas exponham novas tecnologias, produtos e métodos para manejo do fogo e controle de incêndios florestais. O encontro terá como temas o Papel/Contribuição da Sociedade Civil no Manejo Integrado do Fogo (MIF); Conceitos do MIF para a Promoção e Estabilização de Ecossistema Resilientes; Contribuição do MIF para a Mitigação de Impactos Secundários; Avanços Tecnológicos na Prevenção e no Combate aos Incêndios Florestais e MIF como elemento chave de Políticas de Gestão de Incêndios Florestais.

A Conferência Internacional sobre Incêndios Florestais ocorreu pela primeira vez em 1989, em Boston, EUA. Já a segunda edição da conferência foi em 1997 em Vancouver no Canadá. A última foi em 2015 em Pyeongchang, na Coréia do Sul. O objetivo geral de todas as conferências é facilitar a troca de conhecimento e de experiências sobre incêndios florestais relacionadas com políticas públicas, pesquisa, manejo do fogo, além de promover um fórum internacional para fortalecer as habilidades individuais das nações na redução dos impactos dos incêndios florestais sobre a vida humana e o meio ambiente.


(Fonte: site do ICMBio)

Festival gastronômico nordestino movimenta CTN em setembro com pratos típicos

Festival Gastronômico Nordestino movimenta CTN em setembro com pratos típicos

O Centro de Tradições Nordestinas (CTN) de São Paulo, localizado no bairro do Limão, é um dos principais espaços para apreciar a boa culinária do Nordeste na capital paulistana. Por isso, no mês de setembro o cardápio típico ganha atenção especial.

De 6 a 22 de setembro acontece o Festival Gastronômico Nordestino, com o objetivo de promover os pratos típicos do Nordeste a preço popular. Com entrada gratuita, o público pode comparecer ao CTN às sextas-feiras, sábados e domingos para consumir pratos e bebidas por até R$ 9,90.

Uma seleção de guloseimas e delícias que fazem parte da mesa do nordestino será vendida em porções menores e proporcionará ao público uma experiência de sabor inesquecível.

O menu arretado de bom desenvolvido pela equipe de chefes de cozinha nordestinos dos restaurantes do CTN inclui clássicos como escondidinho de carne seca, vatapá, arrumadinho, sarapatel, caldo de mocotó, caldeirada maranhense e outros

Já os quiosques da vila do forró oferecem quitutes como tapioca de purê de jerimum com carne seca, acarajé, doce espécie, além de bebidas exóticas como capeta de amendoim e morango do Nordeste.

Programação musical

Além das comidas típicas, o evento conta diversas apresentações musicais todos os dias de eventos. Às sextas-feiras, em clima de happy hour, o Festival Gastronômico Nordestino acontece a partir das 18h. A programação musical fica por conta de atrações sertanejas como Bred e Breno, Matheus Vargas e Luciana Vilar .

Já no sábado e domingos a partir das 13h, os tradicionais trios de forró pé-de-serra e forró eletrônico agitam a programação de palco para não deixar ninguém parado.

A entrada para o Festival Gastronômico Nordestino é gratuita e o cardápio selecionado custa até R$9,90.

Conheça a lista de dar água na boca:
Porções – R$ 9,90
• Escondidinho de Carne Seca
• Vatapá
• Arrumadinho
• Sarapatel
• Caldeirada Maranhense
• Mocofava
• Paçoca de Carne Seca
• Caldo de Mocotó
• Mocotó
• Arroz Carreteiro com Jabá


(Fonte: site Diário do Turismo)